O PDT realizou, nesta segunda-feira (20) na sede nacional da legenda, em Brasília, a Convenção Nacional Partidária e Eleitoral, que elegeu os integrantes do novo diretório nacional do partido e teve como objetivo principal o de apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presente ao ato.
Estiveram presentes ao evento os líderes do PDT na Câmara e no Senado, deputado André Figueiredo (CE) e o senador Weverton Rocha (MA), respectivamente, a senadora Leila Barros (DF), pré-candidata à reeleição, a pré-candidata ao Senado pelo PDT Marília Arraes (PE),a neta de Leonel Brizola Juliana Brizola, candidata ao governo do Rio Grande do Sul, vice-presidente da legenda e candidata a governadora no Rio Grande do Sul, bem como parlamentares e outros representantes do partido.
O Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi afirmou que o partido é a primeira legenda nacional a oficializar o apoio a Lula para a eleição deste ano. Segundo ele, a aliança não está condicionada a cargos ou espaços no governo, mas à coerência histórica do partido.
“Hoje estamos fazendo história porque, desde 1989, quando Brizola apoiou Lula no segundo turno, e de 1998, quando foi seu vice, não tivemos a oportunidade que temos agora: ser o primeiro partido nacional a anunciar oficialmente o apoio ao presidente Lula. Não é cargo, espaço em ministério ou qualquer benesse de poder que nos faz estar aqui. É a história da luta do povo brasileiro, é a história da coerência do PDT”, afirmou.
Carlos Lupi acrescentou que a convenção representa um reencontro do PDT com sua trajetória e uma reafirmação do compromisso da legenda com as lutas democráticas do país. O dirigente também informou que o trabalho apresentado pelo ex-governador Roberto Requião servirá de referência para o documento político que o partido encaminhará ao presidente Lula.
O presidente Lula agradeceu o apoio e afirmou que a campanha será marcada pela defesa da soberania nacional e do regime democrático. O presidente também relacionou o avanço da extrema-direita ao desmonte de políticas públicas, ao negacionismo e às tentativas de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros.
“Não há nada mais sagrado neste momento histórico do que duas coisas para marcar uma campanha política neste país. Primeiro, a defesa da soberania nacional. Nós precisamos fazer com que o povo brasileiro sinta orgulho de que este país foi criado e construído por brasileiros. A outra coisa é a democracia. Nós não temos o direito de permitir que o negacionismo e o fascismo voltem a pensar em governar este país”, afirmou.
Ao se manifestar, o líder da bancada pedetista na Câmara reafirmou a identidade trabalhista do partido e defendeu a manutenção dos princípios históricos que posicionam o PDT no campo democrático e progressista da política brasileira.
“Somos PDT, somos Trabalhismo. E tenho convicção de que essa é a bandeira capaz de conduzir o Brasil a um projeto de desenvolvimento, justiça social e soberania nacional, como sonhou Leonel Brizola. Ao longo da nossa trajetória, nunca abrimos mão dos nossos princípios nem nos desviamos para o campo da direita. Sempre tivemos lado: o lado do povo brasileiro, da democracia, da valorização do trabalho e da defesa dos que mais precisam. Seguimos um legado construído por grandes líderes da nossa história, como Getúlio Vargas, João Goulart e Brizola, reafirmando o compromisso do PDT com a soberania nacional, a educação de qualidade, os direitos dos trabalhadores e a construção de um país mais justo para todos”, afirmou.
O senador Weverton Rocha ressaltou que a aliança não significa abrir mão do projeto trabalhista, mas reconhecer que a defesa da democracia está acima dos interesses específicos de qualquer partido.
“Hoje o PDT toma a decisão política de apoiar a reeleição do presidente Lula. Isso não significa abrir mão de seus projetos e de uma bandeira para o Brasil. Hoje não se trata de projetos de partido, mas de um projeto muito maior, um projeto de Brasil. Não estamos apenas apoiando a continuidade do presidente da República; estamos reafirmando uma palavra simples: democracia”, declarou.
Juliana Brizola relacionou a decisão atual aos valores que marcaram a trajetória política do avô. “Nós somos o partido dos exilados, dos torturados e dos mortos pela ditadura. O outro lado reverencia torturador, faz aliança com miliciano, entrega as nossas riquezas e não acredita na ciência. Este não é o lado do PDT”, declarou.
A convenção também reafirmou o apoio do PDT ao fim da escala de trabalho 6×1 e às políticas voltadas aos trabalhadores e às minorias. Com a decisão unânime, o partido mobiliza sua história e sua identidade em torno de uma tarefa nacional: impedir novos retrocessos e preservar a democracia, a soberania e o direito do povo brasileiro de decidir seu futuro.
Ascom Bancada PDT na Câmara com PDT nacional









