Dia Nacional de Prevenção e Combate à Depressão poderá ser comemorado em 15 de setembro

Dia Nacional de Prevenção e Combate à Depressão poderá ser comemorado em 15 de setembro

Sérgio Vidigal (6)

A Câmara analisa uma proposta que institui o 15 de setembro como o “Dia Nacional de Prevenção e Combate à Depressão”. A medida, sugerida pelo deputado Sergio Vidigal (PDT-ES), está prevista no Projeto de Lei 8530/17.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, em fevereiro deste ano, uma pesquisa que mostra que, em 2015, 322 milhões de pessoas sofreram com a depressão. Em 10 anos, de 2005 a 2015, esse número cresceu 18,4%. Já no Brasil, 5,8% da população sofre com esse problema, que afeta um total de 11,5 milhões de brasileiros.

Ainda, de acordo com os dados publicados pela OMS, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina e o segundo maior nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos.

Segundo Sergio Vidigal, a elevada incidência da doença a coloca como a principal causa de incapacidade em todo o mundo e pelo grande número de pedido de afastamento do trabalho.  Dados calculam que só em 21015, 75,3 trabalhadores foram afastados de suas atividades por depressão. “Os cidadãos acometidos pela doença nem sempre conseguem perceber que padecem de um distúrbio e são, em muitos casos, discriminados pela incompreensão a respeito do próprio mal e seus sintomas”, assinala o parlamentar.

Diante da grande incidência de pessoas que sofrem com a depressão, a Comissão de Seguridade e Saúde da Câmara debateu, em junho deste ano, as doenças emocionais e a necessidade de instituir a campanhas como forma de conscientizar as pessoas sobre a importância de cuidar da saúde mental e emocional.

Para o deputado, estabelecer o dia 15 de setembro, a ser comemorado anualmente, como o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Depressão, destinado à discussão dos problemas, das circunstâncias em que ele acontece e das formas de tratamento, vai promover a conscientização da população e dos próprios profissionais de saúde sobre a doença que permanece, muitas vezes, negligenciada.

Ascom Lid./PDT