Vice-líderes do PDT, Paulo Ramos e Pompeo de Mattos, falam sobre metas para 2022

Vice-líderes do PDT, Paulo Ramos e Pompeo de Mattos, falam sobre metas para 2022

Na abertura do ano legislativo do Congresso Nacional, o 1º vice-líder do PDT na Câmara, deputado Paulo Ramos (RJ), disse que a bancada do partido vai continuar se empenhando em 2022 para impedir privatizações, como as da Eletrobras, dos Correios e de refinarias da Petrobras. Segundo ele, o PDT pretende também inviabilizar a aprovação da reforma administrativa (PEC 32/20) no Congresso e lutar contra a lei que criou um novo modelo para o ensino médio no País (Lei 13.415/17).

“Em 2022, último ano do governo Bolsonaro, a bancada do PDT vai lutar para sepultar de vez a emenda constitucional que destrói o serviço público, a ‘deforma’ administrativa”, anunciou Ramos.

“A bancada vai também continuar resistindo ao desmonte da Petrobras, lutando contra a privatização dos Correios e da Eletrobras e apoiando a greve dos seus servidores”, avisou o parlamentar.

Ensino médio
Paulo Ramos disse, por fim, que o partido vai trabalhar para inviabilizar a reforma do ensino médio, como ficou popularmente conhecida a Lei 13.415/17, aprovada durante o governo Michel Temer.

“Vamos lutar contra a chamada ‘deforma’ do ensino médio, que vai excluir como fez a ditadura militar, o ensino de história e geografia, as ciências humanas”, concluiu.

Vítimas de calamidades
Já o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), que também é vice-líder do PDT, defendeu prioridade para o socorro às vítimas de enchentes e secas. “Temos que ter medida provisória para isso”, disse. Para ele, faltou isso no discurso do presidente da República.

“Eu estou aqui há 20 anos. Nunca vi uma abertura do ano legislativo em que os discursos fossem tão simplistas, os quatro discursos, do presidente Bolsonaro, do presidente Arthur Lira, do presidente Fux [do STF] foram 50 tons de cinza, muito amenos, embora todos tivessem conteúdo”, avaliou.

Além disso, ele apontou que o presidente não tocou na questão dos aposentados, que não receberam nada extra durante a pandemia. Para ele, o País tem uma dívida com os aposentados.

Ascom Lid.PDT com Agência Câmara de Notícias