A pedido de Chico D’Angelo Cultura debate criação do Dia Nacional do Jongo

A pedido de Chico D’Angelo Cultura debate criação do Dia Nacional do Jongo

O Dia Nacional do Jogo, previsto no Projeto de Lei 8068/17, do pedetista Chico D’Angelo (RJ), será tema de audiência pública da Comissão de Cultura nesta sexta-feira (10). Chico D’Angelo, que também propôs o debate, explica que a data será comemorada em 26 de julho, “dia de Nanã, padroeira desta importante manifestação cultural africana na Umbanda”.

Também conforme narra o deputado, o Jongo chegou ao Brasil-Colônia com os negros de origem bantu trazidos como escravos para o trabalho forçado nas fazendas de café do Vale do Rio Paraíba, no interior dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Com a decadência econômica de outras regiões do país, uma massa imensa de escravizados imigrou para o Sudeste onde, em alguns momentos, mais da metade da população era formada por africanos, a maioria de ascendência bantu, acrescenta o parlamentar.

Ainda segundo o relato do deputado, para acalmar a revolta e o sofrimento dos negros com a escravidão e distrair o tédio dos brancos, os donos das fazendas de café permitiam que seus escravos dançassem o jongo nos dias dos santos católicos. Com essa presença massiva na sociedade, “a influência da nação bantu foi fundamental na formação da cultura brasileira”, ressalta Chico D’Angelo.

Dentre as principais manifestações resultantes da prática está o samba. “No início do século 20 o jongo era o ritmo mais tocado no alto das primeiras favelas pelos fundadores das escolas de samba antes mesmo do samba nascer e se popularizar”.

A importância do Jongo foi reconhecia em 2005 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que o considerou patrimônio imaterial brasileiro.

Convidados:
– representante do Jongo da Serrinha, Rio de Janeiro, Lazir Sinval;
– representante do Jongo do Bracuí, Angra dos Reis (RJ), Luciana Adriano da Silva;
– mestre em História Social pela UFRJ, professor de história no ensino médio, escritor, compositor e babalaô no culto de Ifá Luiz Antônio Simas;
– representante do Jongo da Serrinha, artista plástica e gestora cultural, Dyonne Boy.

Plenário 13, às 15h