Líder do PDT condenou troca de favores para livrar Temer de investigação

Líder do PDT condenou troca de favores para livrar Temer de investigação

Em um discurso contundente,  no Plenário da Câmara, nesta quarta-feira 25/10, o líder do PDT, deputado Weverton Rocha (MA), condenou a troca de favores entre o Executivo e parlamentares para aprovar o relatório que liberou o Presidente da República, Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, da abertura do processo de investigação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As críticas do líder ao governo Temer foram duras. “Não é possível que, aqui dentro, nós estejamos vivendo um outro Brasil, um Brasil que não é o do trabalhador lá da ponta, que está indignado com este Governo. O trabalhador lá da ponta não quer mais saber do Temer, ele não aguenta mais ouvir falar não só de corrupção, mas também de desmandos do Governo”.

De acordo com Weverton, noventa e cinco por cento da população reprova o atual governo.  No entanto, mesmo com este índice de rejeição, segundo o pedetista, os deputados se vendem por demandas pessoais e esquecem dos milhões de desempregados e jovens que dependem do financiamento estudantil para concluir uma faculdade. “Como isto pode ser tratado como se fosse normal, como se esta fosse uma votação qualquer? Nós estamos falando do comandante de um golpe cujos pares ou estão na Papuda, ou estão se escondendo atrás de suas imunidades para não serem presos”.

O parlamentar lembrou do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que de acordo com ele, foi comandado pelo ex-deputado Eduardo Cunha com a conveniência do presidente Temer. Para Weverton, foi um golpe armado por ambição de continuar no poder e com a corrupção. “O golpe foi armado porque queriam acabar com a Operação Lava-Jato para se perpetuar no poder, aumentando ainda mais o esquema criminoso que eles haviam montado — não sou eu, mas o Ministério Público Federal quem os chama de organização criminosa”.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Temer e os ministros de organização criminosa com o intuito de arrecadar propinas, estimadas em R$ 587 milhões. O presidente é acusado ainda de obstrução de Justiça. O Planalto nega todas as acusações.

Os deputados rejeitaram  o prosseguimento da segunda denúncia contra Temer, por 251 votos   a 233, acompanhando o relatório do deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG) pelo arquivamento da investigação no STF. Em 2 de agosto, o Plenário rejeitou a primeira da PGR contra Michel Temer, por crime de corrupção passiva (SIP 1/17).

Ascom Lid./PDT