Eduardo Bismarck se reúne com presidente da CEF para tratar sobre recursos para o NE

Eduardo Bismarck se reúne com presidente da CEF para tratar sobre recursos para o NE

O deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE) participou na quinta-feira (08), de uma reunião com a bancada nordestina na Câmara, e o Presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, para comentar ações desenvolvidas pelo banco na região.

No encontro, o presidente foi questionado sobre baixa liberação de financiamento para o Nordeste, que teria recebido apenas 2,2% dos empréstimos em 2019, segundo a reportagem do Estado/Broadcast da última semana, teria ocorrido por determinação da Presidência.

Pedro Guimarães informou que o Nordeste, atualmente, representa 0,8% do volume de empréstimos, mas reconheceu que ainda é um montante baixo de recursos que pode ser corrigido. Segundo ele, isso decorre dos poucos pleitos apresentados pelos Estados e municípios da região, da necessidade de autorização do Tesouro Nacional e de eventuais falhas ao preencher os documentos necessários ao empréstimo.

Na oportunidade, Bismarck pediu celeridade na análise dos empréstimos do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa) e revisão da taxa cobrada nos contratos. “Não é justo que a Caixa fique com aproximadamente 12% do valor que poderia ser revertido em benefício da sociedade e ainda prestando um mau serviço, pois boa parte das obras acabam não sendo concluídas, face ao atraso nos repasses, o que acaba estimulando o empreiteiro. Quem perde com isso, é a população”, avaliou.

Guimarães se comprometeu a dobrar, de imediato, o efetivo de funcionários que analisam os contratos, a criar mutirões para ajudar na liberação dos empréstimos, bem como mecanismos para desburocratizar as operações de contratos de repasse e de empréstimos a governos, especialmente com as superintendências regionais.

Eduardo Bismarck também buscou alternativas à PEC 48/19, que prevê a exclusão da Caixa como agente de repasse, posto que ele é membro da Comissão que vai analisar o texto e também membro do Grupo de Trabalho, no Ministério da Economia, que trata do novo Pacto Federativo.

Foi proposto ainda, que a taxa da CEF caia para até 04%; seja simplificada a documentação; e estipulados parâmetros de eficiência, como prazos para pagamento.

Ascom Lid./PDT com assessoria do deputado