Câmara rejeita proposta que tornava obrigatório o voto impresso

Câmara rejeita proposta que tornava obrigatório o voto impresso

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, nesta terça feira (10), a PEC do Voto Impresso (PEC 135/19). Foram 229 votos favoráveis, 218 contrários e 1 abstenção. Como não atingiu o mínimo de 308 votos favoráveis, o texto será arquivado.

O PDT, embora favorável à segurança do voto e à tese do voto impresso ou auditável, desde os tempos do governador Brizola, ” não será conivente com essa tentativa de desestabilizar a democracia,” declarou o líder do partido, deputado Wolney Queiroz (PE), ao encaminhar voto contra a matéria.
“Não seremos cúmplices de nenhuma manobra diversionista, que visa apenas criar cortina de fumaça para esconder as reais mazelas do Brasil atual”, asseverou Queiroz.

Para o pedetista, este não é o momento para analisar a matéria. ” O PDT continuará estudando esse tema para que, no futuro próximo, possamos – com tranquilidade e equilíbrio – aprimorar o sistema, com objetivo de torná-lo ainda mais confiável.” Ainda de acordo com Wolney, o aprimoramento deve ser permanente.

Impressão do voto

O texto proposto determinava a impressão de “cédulas físicas conferíveis pelo eleitor” independentemente do meio empregado para o registro dos votos em eleições, plebiscitos e referendos.
Os parlamentares aproveitaram a sessão para criticar o desfile de tanques e armamentos das forças Armadas patrocinado pelo governo e interpretado por muitos como tentativa de intimidação do parlamento.

Na análise de Wolney Queiroz, o desfile bélico na Esplanada foi mais uma manobra do presidente da República para desviar a atenção da situação atual do país. “Colocar tanque na rua, como Bolsonaro fez, é muito fácil, mas é difícil acabar com o desemprego, vacinar a população, diminuir o preço do gás de cozinha, pagar um auxílio emergencial. E pasmem: a pauta do Brasil é o voto impresso”, apontou.

Ascom Lid./PDT com Ag. Câmara