Lançada na Câmara frente em defesa da soberania nacional

Lançada na Câmara frente em defesa da soberania nacional

Foi lançada nesta quarta-feira (21/06) na Câmara dos Deputados uma frente parlamentar mista em defesa da soberania nacional com o objetivo de unir partidos da oposição que criticam a privatização de empresas públicas e as reformas trabalhista e previdenciária pautadas pelo Executivo.

A frente que reúne 201 deputados e 18 senadores defende diversos assuntos, como a antecipação de eleições diretas no caso de queda do presidente Michel Temer e o uso do Exército para manutenção da integridade do território.

O PDT, partido que abraça a campanha para a realização imediata de eleições diretas, a saída do presidente Michel Temer e diz não às reformas trabalhista e previdenciária, possui oito parlamentares que compõem o Colegiado. São eles: Flávia Morais (GO); André Figueiredo (CE); Assis do Couto (PR); Dagoberto Nogueira (MS); Deoclides Macedo (MA); Félix Mendonça Júnior (BA); Hissa Abrahão (MA); e, Subtenente Gonzaga, do PDT mineiro.

A frente tem oito eixos de ação: defender a exploração eficiente dos recursos naturais, entre eles o petróleo; garantir uma infraestrutura capaz de promover o desenvolvimento do País; fortalecer a agricultura nas exportações, mas também na alimentação dos brasileiros; estimular o crédito e o capital produtivo nacional; defender o emprego e o salário; garantir um sistema tributário mais justo; consolidar as Forças Armadas na defesa da soberania; e assegurar uma política externa independente.

Participaram do lançamento os ex-ministros Celso Amorim, das Relações Exteriores, e Luiz Carlos Bresser-Pereira, da Fazenda, autores do documento “Projeto Brasil Nação”, que, entre outros pontos, critica a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que fixou teto para os gastos públicos. A iniciativa reúne intelectuais que divulgaram na internet um manifesto com medidas econômicas para a retomada do crescimento. Entre elas, a responsabilidade fiscal; a queda da taxa de juros; o reajuste dos salários de acordo com o lucro das empresas; a distribuição de renda; e o controle do câmbio.

Segundo eles, ao congelar as despesas na Constituição, o Executivo usurpou uma prerrogativa do Congresso, em desrespeito à soberania popular.

Ascom Lid./PDT com Ag. Câmara