Fruet solicita ao Ministério da Ciência Tecnologia informação sobre a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial

Fruet solicita ao Ministério da Ciência Tecnologia informação sobre a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial

O deputado Gustavo Fruet (PDT-PR) apresentou pedido de informações no Ministério da Ciência e Tecnologia para saber o que há de concreto na Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial (Ebia), aprovada pela Portaria 4617/21. De acordo com o parlamentar, análise preliminar do Ebia revela falta de meta, orçamento, organização e planejamento de implantação.

Segundo Fruet, a inteligência artificial “é um tema que mexe diretamente com a vida das pessoas e, ao contrário do material divulgado pelo governo brasileiro, outros países têm estratégias muito bem organizadas para o desenvolvimento e uso da IA”. Por isso, segundo argumenta, é importante ter as informações solicitadas, para haver “esperança de que estejamos mais preparados do que demonstrou o ministério até agora”.

Dentre as informações requeridas, o deputado quer saber se há estudos orçamentários para o desenvolvimento da estratégia; se já existe algum cronograma formal para implementação dos eixos temáticos do Ebia e quais os critérios utilizados pelo ministério para definição do cronograma.
Fruet lembra, por exemplo, que a estratégia IA da China tem três principais metas: alinhar a indústria de IA com os principais competidores até 2020, alcançar a liderança em vários campos de IA até 2025; e tornar-se o principal centro de inovação de inteligência artificial no mundo até 2030. “O Ebia tem metas semelhantes para o posicionamento do Brasil no mundo em relação a IA?”, questiona.

Ainda conforme o parlamentar, o plano japonês tem todo o detalhamento de política industrial relacionado a IA e o da Índia foca no uso de inteligência artificial para desenvolvimento do agronegócio. “Nosso vizinho Uruguai tem um ambicioso projeto de digitalização do poder público”, acrescenta.

O relatório divulgado pelo governo federal lembra que o Brasil atualmente ocupa a 101ª posição em habilidades técnicas e a 96ª posição em capacidade de atrair talentos, segundo o deputado. “Na América Latina, estamos atrás de Trinidade e Tobago, Jamaica, Panamá e Peru”.