Cultura debate projeto que torna “rodeio crioulo” patrimônio cultural imaterial brasileiro

Cultura debate projeto que torna “rodeio crioulo” patrimônio cultural imaterial brasileiro

A pedido dos deputados pedetistas, Félix Mendonça Júnior (BA) e Pompeo de Mattos (RS), a Comissão de Cultura debateu, nesta quarta-feira (28/10), em audiência pública, o Projeto de Lei 213/15, do deputado Giovani Cherini, que torna o rodeio crioulo em patrimônio cultural imaterial do Brasil. Parlamentares e representantes de Centros de Tradição Gaúcha se posicionaram favoráveis à proposta.

O rodeio crioulo é uma manifestação popular tradicional do Rio Grande do Sul que, atualmente, ocorre em várias partes do Brasil. Durante a atividade, há competições com cavalos, sendo a mais tradicional a prova de laço. Há também, danças e cantos de músicas tradicionais gaúchas, trovas, poesias e declamações. Todos os participantes devem estar trajados da pilcha, indumentária típica gaúcha.

Devidamente pilchado, de bombacha e lenço no pescoço,  o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) defendeu a aprovação da proposta como se estivesse se apresentando em uma das atividades da festa. “Colegas parlamentares, saúdo vossas excelências e a todos peço licença para, nesta comissão, abrir o peito e o coração para debater este projeto. Definir o que é correto de pingo alçado no freio e mostrar que o rodeio no rio grande é o que há de predileto. O rodeio é a própria história do gaúcho libertário que desenhou o cenário de anos de epopeia. Feitos guardados na ideia que hoje são relembrados, e, para que fique registrado, proponho esta legislação para que a nossa tradição resgate o antepassado. Por isso, convidei para este debate quem entende do embate da tradição do rio grande”.

O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul, Manoelito Savaris, trouxe para a audiência dados, que mostram que, além da relevância cultural, o rodeio crioulo também é importante para a economia brasileira.

Só na execução dos rodeios, há uma movimentação de R$ 390 milhões por ano. Se for considerado tudo o que gira em torno do tradicionalismo gaúcho, esse valor chega a mais de R$ 1 bilhão ao ano.

Para Manoelito Savaris, o rodeio crioulo deve ser transformado em patrimônio cultural imaterial do Brasil e nem pode ser atacada. “Há iniciativas que tentam desmerecer, proibir e evitar que continue ocorrendo. Isso não pode acontecer. A iniciativa do deputado Pompeo de Mattos é para preservar algo que para nós é fundamental”.

A proposta já foi aprovada pela Comissão de Cultura da Câmara e aguarda agora a votação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, onde o relator Efraim Filho (DEM-PB), já deu parecer favorável ao projeto.

Ascom Lid./PDT com Ag. Câmara